quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Olhos vendados não escutam o cheiro podre

Lorenzzo Antonini

O processo eleitoral no Brasil é recente. Se considerarmos seu inicio em 1889, com a proclamação da Republica, pouco mais de 100 anos compreendem esse meio democrático. Mas, mesmo com o centenário, ele ainda é um bebê que apenas agora começa a aprender a andar com suas próprias pernas.
Com o advento da Republica, o voto passou a ser direto, mas a democracia não era consolidada. O povo, sem participação política efetiva, era submetida às vontades de uma minoria coronelesca. O Estado Novo se instaurou e as propagandas em massa tomaram conta do imaginário do brasileiro - artifício que perdura até hoje. O povo, que deveria pensar com a cabeça, involuntariamente começa a tomar as decisões com a barriga. E os governos insistem em combater sistematicamente a fome da maneira assistencialista, quando a carência das massas é por conhecimento e instrução.
Uma revolução é pouco provável- e desnecessária- no Brasil. Entra e sai discursos ortodoxos, comunistas, socialistas, de direita, de esquerda, de centro e pouco se faz. A verdade é que os extremos não são a solução para o país. A nação cresce, se desenvolve, e os culhões que o prende aos países desenvolvidos começam a ser quebrados. Então, como dividir o progresso? O desenvolvimento dos países do eixo norte é distribuído nas escolas. Em uma nação onde direito e dever são confundidos, a idéia de educação política e cívica deveria ser amplamente difundida nas escolas, como matéria obrigatória. Ela desvenda os olhos da população para a verdade, sem a necessidade de radicalismos. E o povo passa a participar do jogo político, com a mente, os olhos, os ouvidos e até mesmo com o nariz.

2 comentários:

  1. A Educação é o caminho que deve percorrer, obrigatoriamente, uma nação rumo ao desenvolvimento. E este caminho passa também pela formação de cidadãos cônscios de suas obrigações e direitos. O Estado não pode se furtar de seu papel!

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