sábado, 12 de fevereiro de 2011

É uma pena.

É uma pena. Que voa lá longe, alegre e serena
É uma pena, que não possa ter sua alma.
É uma pena, que de tão pequena, não é vista
É uma pena, ter o teu baú, sem ter a tua chave
É uma pena, que a pena, não seja vista
É uma pena, deixar o seu amor ao acaso
É uma pena, a beleza da pena não ser vista
É uma pena, um coração como este, fadado amor, sucumba à dor
É uma pena, o homem gigante, arrancar suas penas, e fazer de suas penas, o consolo para suas penas

É uma pena, pois a pena, alegre e serena, singela e pequena, mesmo ingênua, pertenceu a uma ave, robusta e perspicaz, forte e valente, que de tanto falar, acabou-se por gente.
É uma pena, assim como a ave, que perde sua pena, esse amor acabar, e herdar a hiena.




Não virem penas. Não sejam arrancados de seus locais de origem, de seu aconchego, por nada nem ninguém. Não virem penas, que são substituíveis e nunca são reparadas. É uma pena sentir pena.

Nenhum comentário:

Postar um comentário